terça-feira, 18 de janeiro de 2022

CAIXA ECONÔMICA PAGA AUXÍLIO BRASIL E VALE-GÁS A PARTIR DESTA TERÇA EM TODO PAÍS

O PAGAMENTO VARIA CONFORME O NÚMERO FINAL DO NIS

O pagamento do Auxílio Gás e do Auxílio Brasil começa nesta terça-feira (18) em todo o país. Segundo a Folha de S. Paulo, o saque pode ser feito nas agências e em terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal, além de lotéricas e correspondentes bancários. O valor também pode ser usado para pagamento de compras e contas, por meio do aplicativo Caixa Tem.

Segundo o Ministério da Cidadania, 5,58 milhões de famílias receberão o auxílio para a compra do gás. Cerca de 108 mil famílias moradoras dos cem municípios da Bahia e Minas Gerais que decretaram estado de calamidade por causa das chuvas receberam o valor antecipadamente, em 27 de dezembro.

Em 2022, o pagamento dos dois benefícios seguirá o mesmo calendário, que varia conforme o número final do NIS (Número de Identificação Social). Nesta terça, recebem os beneficiários que possuem NIS com final 1.

Os depósitos de janeiro seguirão até o dia 31. O pagamento do Auxílio Brasil, que tem valor mínimo de R$ 400, é mensal e o Auxílio Gás, no valor de R$ 52 por família, será pago a cada dois meses às famílias selecionadas.

De acordo com o ministério, 3,06 milhões de famílias foram incluídas no Auxílio Brasil em janeiro, que passa a totalizar 17,5 milhões de lares participantes. Em São Paulo, 482 mil famílias passam a receber o benefício a partir desta terça. O estado possui 2,1 milhões de famílias contempladas, diz a pasta.

O Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, é destinado a famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, compostas por gestantes, mães que amamentam, crianças e jovens até 21 anos incompletos. As famílias cadastradas foram selecionadas pelo Ministério da Cidadania.

Aplicativo da Caixa

O Auxílio-Gás foi criado pela lei nº 14.237, em novembro, para auxiliar famílias de baixa renda na compra do gás de cozinha. Não há inscrição. As famílias que preenchem os critérios são selecionadas pelo Ministério da Cidadania. A preferência é dada para famílias com mulheres vítimas de violência doméstica, que estejam sob monitoramento de medidas protetivas de urgência.

Para saber se a parcela do Auxílio Brasil está disponível, o beneficiário pode consultar o aplicativo Caixa Tem ou o aplicativo Auxílio Brasil. A consulta também pode ser feita pelo telefone 111, com o número do CPF ou NIS.

Com informações da Folha de S. Paulo – FONTE: BLOG DO JESO

 

A VINGANÇA DO ARIGÓ – POR PAULO CIDMIL

Ao fundo, a devastada Praça Rodrigues dos Santos para implantação de um camelódromo

“São 4 décadas de destruição sistemática, a começar por nosso patrimônio arquitetônico”

Em 1910, um navio lotado de imigrantes nordestinos que rumavam para o Acre, ainda em decorrência da primeira corrida da borracha, aporta em Santarém. Nele estava a família Barbosa dos Santos, todos muito brancos, no Nordeste conhecidos como galegos, naturais de Sobral. Ficaram deslumbrados com a beleza do local e impressionados com a fartura de alimentos, mas seguiram viagem, rumo ao seu destino.

Passando em Itacoatiara, em 5 de dezembro de 1910, Dona Tereza entra em trabalho de parto, a família desembarca na cidade para o nascimento de um menino que se chamou Abdon. Esse fato determinou a mudança nos planos da família que decidiu voltar para Santarém, lugar que os encantou e onde se radicaram para toda a vida.

Em 9 de agosto de 1907, nasce em Santarém uma menina mais preta do que parda de nome Silvia, filha de uma preta de origem angolana com um caboclo índio bem sucedido no comércio, conhecido como major Cantídio, ele casado com uma portuguesa e mantendo uma segunda família em uma pequena fazenda na costa do Amazonas, próximo ao Pinduri.

Edwirges, era o nome da preta, nascida em Santarém. Assim como sua mãe, vô de Sílvia, ambas viveram no período da escravidão, mas Edwirges já nasceu forra. Foi batizada com o nome de Edwirges Colares da Conceição. Colares emprestado ao padrinho e Conceição em homenagem à padroeira do lugar. Os pretos tinham sua origem apagada.

Sílvia foi reconhecida civilmente e viveu sobre a influência do pai e da mãe convivendo com ambas as famílias de Cantídio. Batizada como Sílvia Castro, herdando o Castro de seu pai.

Cedo se dedica ao trabalho, produzindo e vendendo guloseimas como doces e mingaus da culinária local, saber adquirido entre as duas casas. Herda de seu pai as virtudes do comercio e de sua mãe as habilidades culinárias. Sua mãe Edwirges tinha um filho de relacionamento anterior, assim como uma irmã, tia de Silvia, que teve muitos filhos. Com essa família materna era a maior integração de Sílvia.

No início dos anos 30, Sílvia já uma empreendedora, inicia a compra de um terreno em muitas parcelas e na sequência casa-se com Abdon, juntos constroem uma casa. E em 1934, com o nascimento de sua primeira filha, mudam-se para essa casa. É nesse terreno que residem até hoje os Barbosa dos Santos, quase um século.

Silvia e Abdon tiveram quatro filhos, a mais nova, nascida em 1940, morreu aos três anos vítima de difteria. Época da guerra e dos raros momentos de grande escassez de provimentos na cidade. Período em que Sílvia e Abdon trabalham dobrado. Produzindo e vendendo milhares de bolinhos de farinha d’água, jerimum, mingaus e bananas fritas entre outras guloseimas e vendendo em um carro de boi, latões com água retirada do Tapajós para as residências mais afastadas.

Rompendo com o patriarcado latente na família nordestina, essa família viveu sob o regime matriarcal e dentro dos costumes e cultura tapajoara, sob a liderança de Sílvia. Abdon teve apenas o privilégio de ir ao cartório registrar os filhos, aos quais deu o seu sobrenome Barbosa dos Santos, desaparecendo o Castro de Sílvia.

Família de tradição católica e fortes ligações com a cultura popular, Abdon organizava apresentações de quadrilhas, cordões e pássaros na rua em frente sua casa, enquanto Silvia, ligada aos lundus e cantorias cuidava da comilança. Ele torna-se um prático velejador de canoa a vela, e nas folgas escolares leva os filhos para a fazenda de Edwirges na costa do Amazonas, onde ia periodicamente levar e buscar mantimentos.

Existiam conflitos culturais. A família de Abdon, a maioria mulheres, (cedo ele perde o pai em acidente na serra do Piquiatuba, o irmão muda-se para Belém com a família, uma irmã casa e muda-se para Terra Santa, onde falece junto com a criança, em trabalho de parto do primeiro filho. Ficam em Santarém sua mãe, duas tias e uma jovem adotada por elas ainda bebê, filha de uma migrante nordestina que falece sozinha no porto).

A mãe de Abdon só se referia a Sílvia como a preta do Abdon, em um racismo explicito muito comum aos cearenses da época. Hábitos alimentares e de higiene também produziam estranhamento, mas aos poucos vão sendo assimilados, os nativos adquirindo novos costumes e saberes, especialmente a agricultura e os migrantes uma nova cultura e se integrando ao ambiente amazônico.

Desde o final do século XIX, e durante todo o século XX, Santarém recebe imigrantes nordestinos, a grande maioria cearenses, mas nunca em grande fluxo, excetuando-se o ano de 1942, na segunda corrida da borracha.

É a partir da grande seca de 1950 que chegam a Santarém às centenas, mas ainda tendo como anseio principal o acesso a terras férteis e a atividade agrícola familiar.

Não param de chegar ano a ano. Em 1958, outro grande fluxo, que se repete em 1968, decorrentes de grandes secas. É a partir dos anos 60 que se inicia uma grande transformação na atividade econômica dos cearenses imigrantes nas terras tapajoaras.

Essa farta mão de obra, alguns com vínculos familiares, passa a trabalhar no comércio varejista de porta em porta, também em pequenas barracas e interiorizando as vendas. Todos à serviço de alguns comerciantes cearenses já bem estabelecidos. Montam uma grande rede de comércio que desde esses tempos aos dias de hoje desconhece o que é pagar imposto.

É o período que se evidenciam os conflitos culturais e os interesses econômicos divergentes. A mobilidade e êxito econômico dos nordestinos começa a incomodar a elite econômica local, que os rejeita em seus ambientes e cria muitas adjetivações para se referir aos cearenses, incluindo a palavra arigó.

Os cearenses, que nessa terra e vendendo para esse povo, superaram a miséria, prosperaram e enriqueceram, incapazes de distinguir nossa população de uma “elite” excludente, subletrada, arrogante, monopolista e boçal,  passa a adjetivar os nativos de preguiçosos, ladrões, quase uma sub raça. Isso em decorrência de sua ignorância, preconceito e racismo arraigado de muitos (o Ceará é o estado nordestino com menor número de pretos e onde quase não se vê índios).

O estranhamento entre duas culturas diferentes levou a conclusões equivocadas. Seriam preguiçosos um povo que se embrenha nas matas para extrair castanha, cumaru, pau rosa, copaíba, andiroba. Que enfrenta os igapós para extrair açaí, que passa as noites em claro para apanhar o pescado? E toda a rica produção artesanal, não seria trabalho?

Estavam convivendo com um povo que desconhecia a falta d’água, a fome e terras inférteis; todos da área urbana tinham acesso a educação, de hábitos alimentares mais diversificados e hábitos de higiene muito diferentes, o que incluía de 3 a 4 banhos diários. E, principalmente, com acesso a terra e a propriedade mais fáceis.

Mesmo considerando a dinâmica das transformações sociais e culturais no decorrer do tempo, que se acentua a partir dos anos 70. Ao povo nativo, prosperar significava ter uma vida confortável com um bom teto, acesso a educação, a boa alimentação e a uma profissão, mesmo que extrativista. Por aqui só se migrava para estudar ou se aperfeiçoar em uma profissão.

 Ainda hoje não compreendem que o povo tapajoara não vive sob a lógica do acúmulo. São visões de mundo diametralmente opostas. Toda essa narrativa familiar é para contextualizar uma história de conflito cultural que precisa ser enfrentado sem disfarces.

O acúmulo de riqueza pela colônia nordestina cearense não incomoda e nunca incomodou, essa é uma lógica típica dos que migram, a produção de riqueza pessoal como símbolo de um vencedor. O que não dá para entender é o acúmulo de rancor e desprezo ruminado ao longo dos anos por uma parte da comunidade nordestina contra nossa história e tradições, hoje sintetizados na figura de Nélio Aguiar.

Sempre o vi como um dissimulado, que politicamente move-se feito biruta de aeroporto, vai para onde bate o vento desde que lhe traga vantagens. Mas esse não é um problema, políticos em regra são dissimulados. Nélio não teve infância, não tomou banho de rio e se o fez foi com a turma errada, no caminho errado, candiru furou sua calça e o fez odiar nossos costumes, cultura e tradições.

Acompanho-o desde os tempos em que corria os bares da cidade distribuindo gratuitamente DVDs de bandas de forro nordestino para serem exibidos nos telões e TVs nesses ambientes. Agora ligo esse fato as suas atitudes como prefeito que revelam um enorme desprezo por nossa história. Mostram com muita clareza o que parece ser um plano de destruição de nossa cultura, praias e memória.

São quatro décadas de destruição sistemática, a começar por nosso patrimônio arquitetônico colonial, que foi sendo adquirido e demolido, não pelo tempo, mas com método. A remoção das telhas para que a chuva se encarregasse de deteriorar as estruturas, a maioria construída com adobo. O que não foi demolido houve a descaracterização das fachadas. Um crime continuado.

 Adoradores do dinheiro, cimento, tijolo e concreto, de péssimo senso estético, erguendo galpões e prédios em terrenos onde não cabe mais o verde e edificando puxadinhos horrorosos, sempre a partir de pressão parlamentar de vereadores da colônia nordestina, como no entorno do Mercado Modelo.

Por trás desses puxadinhos que se espraiam até o Mercadão 2000, existe uma máfia que se apropriou, controla e aluga os espaços. São cearenses e certamente Nélio Aguiar deve saber quem são.

O excesso de dinheiro nas mãos de gente inculta, rancorosa e ávida por lucros pode provocar danos irreparáveis ao povo e cultura de um lugar, e é o que vem ocorrendo com Santarém. A lógica do acúmulo vem se sobrepondo a todo e qualquer outro valor, especialmente aos culturais e históricos de nossa terra.

Vocês encontraram um oásis que os recebeu, e que, se não os acolheu como gostariam, os proporcionou um futuro com dignidade e riqueza.

Nélio Aguiar, você não vale meio Zé Azevedo, que em sua poesia e arte sabe tão bem integrar esses dois mundos, em seu canto Tapajós e Ceará são um só. Poeta capaz de criar uma linda canção dedicada ao maestro Isoca, símbolo da cultura local.

Praia do Maracanã, em Santarém: a nova arquitetura.

Você não vale um Nato Aguiar, que reconhece na cultura desse povo, beleza, lirismo, poesia, sabedoria e grandeza e a interpreta em seu canto com entrega apaixonada de quem nutre por ela grande admiração.

Dois cidadãos de origem nordestina como você, que souberam ter gratidão, generosidade e respeito, coisa que você desconhece.

Você não está sozinho, se sente respaldado por parte de uma comunidade que pensa igual a você, são os helenilsons da vida. O limite de minha ambição é ser suficientemente esclarecido para lhe dizer que você é pequeno, sem grandeza, vingativo, mesquinho, árido como a terra de onde fugiram seus pais, e o máximo aonde pôde chegar, foi se igualar aos boçais subletrados que rejeitaram os seus. Você é ínfimo!

Eu não quero ser educado, político, ou diplomático, quero que minhas palavras o atinjam com a mesma violência simbólica com a qual você vem nos agredindo ao demolir nossa história, destruir nossas praias e ferir nossa estima.

Esse apartheid velado, regado a preconceito e racismo dissimulado foi erguido por gente como você. Chafurdem nesse gueto bisonho se assim são felizes, mas respeitem nossa história, nossa cultura, costumes e tradições.  Não somos nós os forasteiros e até em casa de mãe Joana há limites.

A colônia nordestina é quase um terço de nossa população, e ela não é gado, muitos têm afeto por esse lugar, se reconhecem como filhos dessa terra e são gratos, pois aqui encontraram a prosperidade que trouxe dignidade as suas vidas.

Você deveria fazer shoppings populares decentes nos grandes bairros, restaurar as fachadas, praças e logradouros do centro histórico, propondo aos comerciantes incentivos para que removam as aberrações estéticas que escondem o pouco que restou de fachada de algumas casas. Mas você quer mais puxadinhos para seus patrícios.

Você deveria propor a remoção dos dois mercados e puxadinhos para no local edificar o nosso centro de convenções. Não é o aeroporto a porta de entrada de nossa cidade. Para cada mil passageiros que chegam ao aeroporto, cinco mil desembarcam em nossos portos. E os rios Tapajós e Amazonas são o nosso cartão postal.

Mas, você escolheu o local para o centro de convenções próximo ao aeroporto, em local de difícil acesso para a população. Mesmo sem conhecer maiores detalhes, essa obra tem cara de especulação e cheiro de especulação imobiliária. Só favorecerá aos que possuem terras naquele fim de mundo.

Você deve ser banido da vida política pelo não voto de nosso povo, porque você é um projeto de destruição de nossa identidade cultural. Não queremos viadutos sobre as praias,

queremos caminhar com os pés descalços nas areias brancas e limpas da beira do Tapajós. Essa é nossa ostentação, esse é o nosso prazer e ritual sagrado. Somos tapajoaras!

Seus filhos e netos hão de ouvir João Gomes e dançar carimbó, como meu avô ouvia Luiz Gonzaga e velejava em canoa à vela até a costa do Amazonas.  Enfie essa sua mágoa e rancor ancestral e a riqueza material dos de sua laia goela abaixo.

Nélio Aguiar a sua saída já está programada pela porta dos fundos. Nossa cultura e história são mais fortes, e você perderá!

TEXTO E FOTOGRAFIAS PAULO CIDMIL - PAULO É DIRETOR DE PRODUÇÃO ARTÍSTICA E ATIVISTA CULTURAL. ESCREVE REGULARMENTE NO PORTAL JC. – FONTE: BLOG DO JESO

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

MUNDO ATINGE MARCA INÉDITA DE 3 MILHÕES DE CASOS DE COVID EM 24 HORAS

 

Imagem ilustrativa extraída do Google

Foram 3,28 milhões de novos casos na segunda-feira, 10, segundo dados compilados e divulgados nesta terça-feira, 11, pelo “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford

Em meio à proliferação da variante Ômicron do novo coronavírus, o mundo registrou pela 1ª vez mais de 3 milhões de casos de covid-19 em apenas 24 horas. É o 4º recorde diário de novos infectados nos últimos 8 dias. Foram 3,28 milhões de novos casos na segunda-feira, 10, segundo dados compilados e divulgados nesta terça-feira, 11, pelo “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford.

O novo recorde de infectados foi novamente impulsionado pelos Estados Unidos, que registraram 1,48 milhão de casos – novo recorde mundial e mais do que a Europa e a Ásia inteiras juntas. A Europa registrou 991 mil novos infectados e a Ásia, 400 mil (1 39 milhão somados). Os continentes têm 748 milhões e 4,6 bilhões de habitantes, respectivamente, contra 332 milhões dos EUA.

EUA, com 1,48 milhão de infectados, Espanha, com 292 mil, Índia, com 168 mil, Reino Unido: com 143 mil, e Itália, com 117 mil, são os países recordistas de infecções.

Mortes

Apesar da explosão no número de infectados no mundo, a quantidade de mortes não está crescendo na mesma proporção. Foram registrados oficialmente 6,4 mil óbitos em todo o planeta nas últimas 24 horas, e a média móvel de mortes nos últimos 7 dias está em 6,3 mil – mesmo patamar de outubro de 2020.

A média está abaixo inclusive da primeira onda da pandemia, em abril de 2020 (quando chegou a um pico de 7,1 mil).

O recorde de mortes em UM dia no mundo segue sendo de 20 de janeiro de 2021 (18 mil), dia que marca também o recorde nos EUA (4,4 mil).


FONTE: https://www.biznews.com.br/

CONCURSO DA PREFEITURA DE SANTARÉM: VEJA A CONCORRÊNCIA POR CARGO E ORIENTAÇÕES PARA PROVAS

Aplicação está marcada para o dia 16 de janeiro e é dividida nos turnos de manhã e tarde. Quase 9 mil pessoas estão inscritas no concurso.

Com quase 9 mil inscrições homologadas, o concurso da Prefeitura de Santarém, no oeste do Pará, tem provas marcadas para o dia 16 de janeiro. O certame é o primeiro a ser realizado pelo município em 13 anos.

São ofertadas 551 vagas nos níveis médio/técnico e superior divididas em 28 cargos em diferentes áreas. A remuneração base será de R$ 1.100.

As provas serão aplicadas em 15 escolas da rede municipal, sendo uma específica para pessoas com deficiência (veja lista). A aplicação ocorrerá em dois turnos.

Manhã - agente administrativo

Abertura dos portões: 7h

Prova: 8h às 12h

Tarde

Abertura dos portões: 13h

Provas: 14h às 18h (nível médio) e 14h às 19h (nível superior)

Por conta da pandemia de Covid-19, a organizadora Instituto Vicente Nelson adotou protocolos rígidos para o dia das provas (Veja aqui). Entre eles estão:

Uso obrigatório de máscaras;

Uso de álcool em gel;

Distanciamento entre participantes dentro das salas e em áreas comuns nos locais de provas.

Outras orientações divulgadas pelo instituto são em relação à aplicação das provas, como apresentação de documento oficial com foto e proibição de uso de aparelhos eletrônicos (confira aqui).

Concorrência por cargo

Conforme a banca organizadora, 8.916 pagaram as taxas dos concursos e tiveram as inscrições homologadas pelo Instituto.

Confira a concorrência por cargo

Os cargos com mais inscrições foram agente administrativo, educador social e agente de trânsito, embora não sejam os mais concorridos no certame, principalmente em ampla concorrência.

Conforme o Instituto Vicente Nelson, os cargos mais concorridos são:

Ampla concorrência

Engenheiro florestal

Inscritos: 52

Vagas: 1

Concorrência: 52 por vaga

Agente de fiscalização - meio ambiente

Inscritos: 432

Vagas: 10

Concorrência: 43,20 por vaga

Agente de fiscalização - vigilância animal

Inscritos: 42

Vagas: 1

Concorrência: 42 por vaga

Engenheiro agrônomo

Inscritos: 40

Vagas: 1

Concorrência: 40 por vaga

Pessoa com deficiência

Agente de fiscalização urbana

Inscritos: 4

Vagas: 3

Concorrência: 1.33 por vaga

Agente administrativo

Inscritos: 32

Vagas: 27

Concorrência: 1.19 por vaga

Cotistas

Agente de fiscalização - meio ambiente

Inscritos: 302

Vagas: 3

Concorrência: 100.67 por vaga

Agente de fiscalização portuária

Inscritos: 222

Vagas: 3

Concorrência: 74 por vaga

Educador social

Inscritos: 508

Vagas: 7

Concorrência: 72.57 por vaga


FONTE: G1/SANTARÉM

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

SEMED SANTARÉM CONVOCA APROVADOS EM PROCESSO SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOAL DE APOIO


Apresentação ocorre até o dia 14 de janeiro, dependendo da região de atuação dos candidatos; confira o cronograma e horários.

Foi iniciada pela Secretaria de Educação de Santarém, no oeste do Pará, a convocação dos candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado que visa contratar pessoal de apoio para diversas áreas na rede municipal de ensino.

De acordo com a SEMED, a convocação inclui candidatos aprovados para as regiões de rios, planalto e cidade.

Os candidatos convocados devem comparecer nas dependências do prédio administrativo da SEMED para adoção dos procedimentos de lotação/contratação, no horário de 8h às 14h (veja o link do cronograma abaixo).

Conforme o cronograma, os candidatos da cidade devem comparecer até o dia 12 de janeiro na assessoria urbana da SEMED. A mesma data vale para candidatos da Educação Infantil.

Para candidatos do planalto, as datas estabelecidas são 12, 13 e 14 de janeiro a depender do cargo. O prazo é o mesmo para a região de rios, também dependendo do cargo.

Os candidatos convocados que não comparecerem nos dias e horários estabelecidos serão eliminados automaticamente.


FONTE: G1/SANTARÉM

AGRICULTOR FAMILIAR DE NOVO REPARTIMENTO CONQUISTA PRÊMIO EM PARIS COM AMÊNDOA DE CACAU

O produtor João Evangelista, do assentamento Tuerê, ficou em 2º lugar com a melhor amêndoa de cacau do continente sul-americano.

O produtor JOÃO EVANGELISTA, do assentamento Tuerê, ficou em 2º lugar com a melhor amêndoa de cacau do continente sul-americano.

É com orgulho que o Pará recebe a notícia de que o agricultor familiar João Evangelista conquistou o segundo lugar na maior premiação mundial do segmento de cacau, o Cocoa of Excellence (Cacau de Qualidade), em Paris, na França. Do assentamento Tuerê, a amêndoa do Evangelista foi considerada a segunda melhor do continente sul-americano.

O resultado foi divulgado na quinta-feira, 16/12, durante a transmissão virtual da premiação diretamente de Paris. O Pará ficou atrás apenas do produtor da Bahia, João Fernandes. Para João Evangelista, conhecido pelos amigos como ”Rogério“, o resultado foi muito gratificante.

Ele acompanhou a premiação em Ilhéus, na Bahia, onde participa do Festival de Chocolate, realizado pelo Governo da Bahia. João Evangelista disse estar satisfeito com o resultado.

“Ouro é bom. Mas, prata também é bom demais. Esse resultado é uma alegria imensa. Não só para mim, mas para outros produtores, também. Eu não acreditava estar no meio das 50 melhores, imagina saber que fiquei em segundo lugar. Conseguir essa posição é muito bom”, disse Evangelista.

Ele lembrou que esse resultado foi um reconhecimento mundial e diz que a “ficha ainda não caiu”. Ressaltou também o apoio que teve do Governo do Estado, da Fundação Solidaridad, em especial, do técnico Pedro Santos, que acompanha de perto o trabalho dos produtores apoiado pela instituição no Tuerê, e da Cooperativa de Reflorestamento e Bioenergia e da Amazônia (Coopercau), de Novo Repartimento. “Eu só tenho a agradecer por essa parceria. O incentivo é imenso”, enfatizou.

Considerada e reconhecida como um produto de qualidade, a amêndoa produzida no sítio de apenas oito hectares recebe apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP). O coordenador do PROCACAU da secretaria, Ivaldo Santana, disse que o resultado é muito importante por tratar-se de um agricultor familiar e do tamanho da propriedade.

“Ser premiado mundialmente é uma conquista muito grande ao produtor, ao Estado do Pará, à SEDAP e ao FUNCACAU (Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará), que apoia esses produtores e os resultados estão aparecendo”, disse Santana.

No mês passado, três produtores do Pará levaram os primeiros lugares na premiação ocorrida em Ilhéus de melhor amêndoa do Brasil.


Fonte: https://www.paraterraboa.com/

PARAENSE DE MOJUÍ DOS CAMPOS É APROVADO NO ITA, O VESTIBULAR MAIS DIFÍCIL DO BRASIL

O paraense Caio Vinícius, preparação intensiva para chegar ao ITA neste ano

Natural de Mojuí dos Campos, cidade paraense localizada na RMS (Região Metropolitana de Santarém), no oeste do estado, CAIO VINÍCIUS MAIA DE SILVA foi um dos aprovados para o ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), cuja seleção através de vestibular é considerada a mais difícil do Brasil.

Ele tem apenas 20 anos. Preparou-se para o exame deste ano no Rio de Janeiro (RJ). Foi aprovado em 41º lugar entre os candidatos não optantes à carreira militar da instituição. Mais de 7.900 candidatos em todo o país se inscreveram em 2021.

“Essa foi a minha 3ª tentativa. Depois do ensino médio em Santarém, dediquei-me integralmente para a prova, e em 2019 quase consegui ir pra 2ª fase. Em 2020, fui para a 2ª fase, mas não consegui me classificar nas vagas. Finalmente, agora em 2021, consegui me classificar para as 96 vagas”, detalhou Caio, o mais velho dos dois filhos de um casal que mora em Mojuí. A mãe é servidora pública municipal e o pai, autônomo. 

Caio, a irmã Monique Sophia e os pais
José Rosinei e Sirlandia no Natal passado

A trajetória de estudante de Caio foi trilhada em apenas duas escolas. No ensino fundamental, na escola pública municipal Júlio Walfredo da Ponte, em Mojuí; e no ensino médio, no particular e tradicional Colégio Dom Amando, em Santarém.

O sonho de cursar o ITA remonta a 2017, levado pela paixão por aviação.

“Como eu tinha um grande interesse de trabalhar com aviação no futuro e o ITA era um instituto de referência em engenharia para o curso que eu queria, logo pensei na possibilidade de seguir esse caminho. Fui pesquisando mais para entender como tudo funcionava e como estudar para a prova e, então, decidi mergulhar nesse desafio”, relembra o paraense.

“No ensino médio”, enfatiza, “foi muito difícil conciliar os ensinamentos que recebia no colégio, mais focados nos outros vestibulares, com a minha rotina focada no ITA. Acabou que nesses 2 anos que fiz a prova fui muito mal. A partir de 2019 foi quando comecei a me preparar de verdade [para o ITA].”

Em Mojuí, onde passa as festas de final de ano com seus pais, Caio Vinícius deve ficar até por volta do dia 28 de fevereiro, quando inicia o ano letivo no ITA, localizado na cidade de São José dos Campos (SP).


FONTE: BLOG DO JESO

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