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Muita chuva e engarrafamento quilométrico |
Enorme
engarrafamento de carretas carregadas com soja está bloqueando a Rodovia Transamazônica
(BR-230), no município de Itaituba (sudeste do Pará), no acesso ao modal de
Miritituba. Segundo a prefeitura, são
pelo menos 5 mil carretas estacionadas em toda a extensão da via, aguardando
acesso à Estação de Transbordo de Carga (ETC) do Tapajós, principal rota para o
escoamento de commodities agrícolas na região, localizada no distrito de
Miritituba.
A situação
já dura há vários dias e desde sexta-feira (14/02), policiais do Comando de
Policiamento Regional bloqueiam a passagem das carretas no trevo de Campo
Verde, para desafogar o fluxo na BR-230.
As
maiorias das carretas saem do Mato Grosso e chegam à localidade por meio da
BR-163. Informações de caminhoneiros indicam que um problema na ETC teria
provocado à espera do lado de fora dos pátios das empresas que gerenciam o porto.
A média de circulação diária de veículos de carga no Porto de Miritituba é de
500 carretas.
A
Polícia Rodoviária Federal disse que a BR-163 é um dos principais corredores
logísticos do País e é usado para escoamento da safra de grãos que sai do centro
do País, sobretudo de Mato Grosso, vindo pela BR-163 até os portos do Pará.
“Começo
de safra é sempre assim,” disse por telefone à Reuters o presidente-executivo
da Abiove, André Nassar, citando as dificuldades para o tráfego de caminhões
nesta época do ano por causa das chuvas na região amazônica. “Depois as
empresas vão organizando melhor o fluxo.”
Os
terminais de grãos no rio Tapajós - onde tradings como a Bunge e a Cargill
operam - são abastecidos pela rodovia BR-230, que é administrada pelo governo
federal, exceto pelo trecho final de sete quilômetros, disse a Abiove. Na época
da colheita, ela fica lotada de caminhões com grãos, que chega da intersecção
com a BR-163, estrada que corta o Mato Grosso, maior estado agrícola do Brasil.
Nassar
afirmou que a situação deve se normalizar em alguns dias na área da estação de
transbordo.
Texto: Notícias Agrícolas/Reuters – adaptação H. Marinho
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