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Orla lotada de pessoas comemorando o aniversário de fundação do município |
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Os edifícios, fazem parte da mudança... |
E vai
se transformando, acompanhando a evolução em todos os âmbitos da vida.
Dos
lendários tupaius, dos colonizadores, dos antigos habitantes até hoje, tudo
mudou.
Em um
tempo já distante uma estrada rasgou o coração da floresta e a pequena cidade
foi mudando, crescendo, transformando-se.
As
praias de areia claras, foram soterradas pela orla de concreto e pisos
coloridos, a lua não perdeu o seu encanto e mistério, as lendas encantadas
ficaram encolhidas em um canto vendo o avanço do Kindle, da Netflix e
similares, a luz do luar viu crescer o led e seus efeitos impeditivos de um
antigo e glamouroso beijo no escuro; das "piracaias" pouco se ouve
falar e hoje o boêmio não canta mais sua dor de cotovelo sob o luar. As caixas
acústicas chegaram para tirar o romantismo e incitar a ingestão de produtos
químicos que "dá coragem" para tudo. Principalmente para a violência.
O
beijo roubado da mocinha inocente desapareceu. O príncipe encantado talvez
tenha ficado em um mundo paralelo onde ninguém mais poderá ir ou vir.
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Orla santarena |
Os
tempos são outros.
O que
é moderno chega impactante e sem pedir licença vai mudando, inovando, fincando
estandartes da evolução, do novo.
E,
Santarém, nossa Terra Querida, vai avançando acompanhando a linha de frente do
progresso e da inovação.
E,
nós, os mais antigos, sentimos saudade de um tempo que não volta mais porque
aquilo que vivemos foi para nós um tempo bom.
Mas
hoje, com o avanço tecnológico e a evolução do conhecimento em todos os
âmbitos, é preciso acompanhar essa corrida que transforma a vida, o mundo e
deixa saudade.
O que
é valioso é que quem nasce ou por algum motivo fixa residência nesta bela
namorada do Amazonas e Tapajós, fica encantado e se perde no amor desenfreado
por suas belezas.
Parabéns,
Terra Querida!
Texto de Emanuel Figueira – Fotografias Aroldo Aragão e Emanuel Figueira