Por:
Silvan Cardoso
Não
me admiro que ainda existam pessoas contra as vacinas criadas para combater a
covid-19. Ser contra também não dá o direito de discutir de forma irracional
com quem é a favor.
É
algo sem necessidade, já que num mundo cheio de problemas sociais e sanitários
o ideal seria todos se respeitarem e cada um dando força para o outro, já que
saúde não deveria ser motivo de brincadeira como estamos vendo.
A
vacina tem uma longa história. Combater doenças é uma ação milenar. Mas a
criação da vacina é atribuída ao inglês Edward Jenner, no final do século
XVIII, ao criar um imunizante contra a varíola. Sua criação foi tão aceita que
até mesmo Napoleão Bonaparte a utilizou.
A
vacina chegou ao continente americano por meio do médico Benjamin Waterhouse,
que vacinou Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos.
Marquês
de Barbacena foi quem trouxe a primeira vacina para o Brasil em 1804. A vacina
não é por acaso e não é uma coisa qualquer. Nunca foi produção de pessoas
amadoras, mas de sérios cientistas que estudaram e se dedicaram em trabalhar
pela saúde pública.
Tem,
entre inúmeros personagens, o francês Louis Pasteur, criador de imunizantes
contra a raiva, cólera da galinha e carbúnculo do gado; os cientistas Albert
Calmette e Camille Guerin, criadores do famoso BCG, imunizante que combate a
tuberculose. O sanitarista Oswaldo Cruz foi o grande promotor da vacina no
Brasil.
Em
1904, divulgou a vacinação em massa da população, fato que fez com que a
imprensa e até o Congresso reagissem contra, o que culminou na Revolta contra a
Vacina. Porém, com uma nova epidemia de varíola no Brasil, a população foi por
conta própria se vacinar.
Imunizar-se
se tornou fundamental para todas as pessoas. O que incomoda bastante é o fato
de as pessoas “contra a vacina” fazerem afirmações públicas sem ao menos
realizarem qualquer consulta científica ou possuírem estudos que comprovem suas
negações.
A
maioria das pessoas se leva por informações avulsas de políticos que se dizem
líderes, mas que agem como intermediários de conflitos sociais, utilizando do
fanatismo de seus “devotos” para propagar esses conflitos.
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Silvan Cardoso - poeta, cronista e pedagogo |
No
fim das contas, o respeito, que deveria estar a frente das diferentes opiniões,
acaba sendo ignorado e resulta nesses debates irracionais – especialmente numa
época em que todos têm redes sociais e aplicativos de mensagens, em que a
possibilidade de criar e compartilhar informações falsas é grande e no qual os
internautas, sem qualquer interesse
Ninguém
está sendo obrigado. Se não quer se vacinar, é só não ir. Mas não precisa fazer
inimizades ou brigas desnecessárias com o público que quer, principalmente
quando o assunto é saúde.
Agora
se alguém tem motivos pra debater contra, usando como argumento os 50% de
eficácia de um imunizante, debata com comprovações científicas. Hoje em dia
precisamos de mão amiga, de boas mensagens e de informações verdadeiras para um
mundo que anda bastante doente.
FONTE: BLOG DO JESO
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